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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O soldado de Cristo na família


 
 
 
 
 
(2º Coríntios 10:4) “As armas da nossa milícia não são carnais, mas

poderosas em Deus...”.

 

 

Escreveu certo homem durante a Guerra Civil Americana: "Passei alguns dias na Casa Branca como hóspede do presidente Lincoln. Uma noite, logo após a batalha de Buli Run, encontrei-me perturbado e sem poder dormir. De madrugada, ouvi uma voz baixa no quarto onde o presidente dormia. A porta estava destrancada e entrei. Não posso esquecer o que vi. Era o Sr. Lincoln de joelhos, e diante dele uma Bíblia aberta, na pouca luz daquele recinto. Jamais poderei esquecer-me do tom da sua voz compassiva e triste, enquanto suplicava:

 

“O Deus, tu que ouviste Salomão na noite quando orou e clamou pedindo-te sabedoria, escuta-me! Não posso guiar este povo. Não posso dirigir esta nação sem teu auxílio. Sou pobre, fraco e pecaminoso. O Deus, tu ouviste a Salomão quando clamou pedindo-te sabedoria; ouve-me e salva esta nação”.

 

Os que desejam obter o mesmo sucesso de Lincoln, um dos maiores estadistas de todos os tempos, não devem ignorar o segredo que lhe proporcionou tanta influência sobre a nação norte-americana. Como é palpitante ouvir o toque matinal do clarim, convocando os soldados a prestar continência ao lema de nossa bandeira: "Ordem e Progresso"! Poderia ser menos comovente ouvir tocar a alvorada de Deus, conclamando o seu exército a servir à bandeira ensanguentada de seu Filho, a bandeira que não conhece derrota? Lembremo-nos de que, como discípulos de Cristo, somos também soldados. Escreveu Paulo: "As armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus".

Para Timóteo, seu amado filho na fé, deixou esta exortação: "Sofre comigo como bom soldado de Cristo Jesus" (2ª Timóteo 2:3). Cumprida a sua missão, o grande apóstolo podia declarar com toda a ousadia: "Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda" (2ª Timóteo 4:7-8). O apóstolo foi em todas as coisas vitorioso, porque sempre respondera, com prontidão, ao toque da alvorada; ao som do clarim, apresentava-se devidamente vestido com toda a armadura de Deus, sempre desejoso de ouvir e obedecer às ordens de seu Oficial: Cristo Jesus.

A Bíblia ensina que o soldado cristão, antes de entrar na batalha, tem de apresentar-se ao Capitão do Exército de Jeová, revestido de "toda a armadura de Deus". Se não agir com prontidão e presteza, há de ser surpreendido pelo adversário de nossas almas que ruge ao nosso derredor, procurando a quem possa tragar.

"Os que de madrugada me buscam me acharão" (Provérbios 8:17). Isaías obedecia à alvorada de Deus: "Desperta-me de manhã em manhã, desperta-me o ouvido para que eu ouça como os que são instruídos" (Isaías 50:4). É claro que o jovem Davi buscava a face de Deus antes de enfrentar as difíceis provações. E, foi com grande coragem que saiu a encontrar Golias, num dia em que todos os homens valentes de Israel estremeciam diante do gigante filisteu. Como Davi já havia orado antes de sair de casa, achava-se pronto a obter o sei primeiro grande triunfo em nome de Jeová.

Sabemos que Davi guardava a vigília matutina, porque ele mesmo o disse: "Ouvirás de manhã aminha voz, Jeová; de manhã te apresentarei a minha oração, e ficarei de vigia" (Salmos 5:3). Era tão desejoso de comparecer perante o Senhor que não esperava que alvorada o despertasse; era ele quem acordava a aurora: “Desperte saltério e harpa; eu farei acordar a aurora" (Salmos 108.2). Daqueles que se levantam para buscar a face de Deus, a Bíblia faz menção de Abraão (Gênesis 19:27), Jacó (Gênesis 28:18), Moisés (Êxodo 34:4), (Josué 3:1), Gideão (Juízes 7:1), Samuel (1º Samuel 15:12) e outros. As mulheres foram cedo ao sepulcro; os apóstolos, soltos da prisão, entravam ao amanhecer no templo e ensinavam (Atos 5:21).

O que dizer do amado Salvador que passava as madrugadas a orar? (Marcos 1:35). Não desprezemos seu exemplo. Ele tinha um lugar para onde se retirava para falar com o Pai. Somos inclinados a pensar que o Filho de Deus não necessitava de um lugar secreto para buscar e desfrutar da presença divina. Mas havia, sim, um lugar oculto, debaixo duma oliveira, ou atrás duma grande pedra ou ainda nalgum horto, onde comungava com aquele que enviara a cumprir tão difícil e dolorosa missão.

Depois de ter passado vários anos na China, como missionário Hudson Taylor chegou a sua casa pela manhã, bem cedo, e entre com grande emoção no quarto onde a sua filhinha ainda dormia. Não querendo acordá-la, encostou-se ao berço e passou contemplá-la com um olhar ansioso e terno, esperando que ela despertasse. Depois de algum tempo, a menina comece a mover-se, e, por fim, abriu os olhos. Como aqueles olhos fixaram no olhar terno e carinhoso de seu pai! Sim, o Pai Celeste fica ao lado de nossa cama, todas as manhãs, esperando ternamente que abramos os olhos contemplemos o seu rosto, para transmitir-nos a luz de seu olhar de amor. Com tal visão, quão grande força receberemos para o dia que tantos desafios nos reserva! Antes de contemplarmos o rosto de nosso próximo, contemplemos a face de quem está sempre próximo de nós: Deus. Nas madrugadas, ouçamos a sua voz, antes de ouvirmos o burburinho do mundo. Leiamos a sua Palavra, antes de nos desgastarmos com as cartas, jornais e livros.

Diz-se que o segredo do poder de Wesley, no grande avivamento do século XVIII, estava em passar duas horas, ou mais, em oração todos os dias. Começava a falar com o Pai às quatro horas da manhã. Um amigo íntimo do grande evangelista inglês deixou o seguinte depoimento: "Ele achava que a oração era o seu principal ofício no ministério cristão. Tenho o visto sair do quarto de oração com uma tranquilidade tão visível no rosto que quase brilhava".

Conheci diversas famílias nos Estados de Alagoas, Pernambuco e Ceará, em que o primeiro a acordar de madrugada, despertava os outros com um hino, e todos se ajoelhavam, cada um ao lado da sua rede, para um tempo de íntima comunhão com Deus. Por que muitos filhos de crentes não frequentam a igreja? Talvez porque seus pais não aprenderam ainda a preciosa lição da alvorada do crente. Como esperamos ver a salvação de nossos filhos se não aproveitamos as primeiras horas do dia para, juntamente com eles, buscarmos a presença do Pai Celeste? Haverá soldado que não responda ao toque da alvorada?! Qual será o castigo daquele que se recusa apresentar-se uniformizado, pronto a responder a cada ordem? Como pode o exército defender a pátria se os soldados não atendem a convocação?

A alvorada do Senhor continua a soar: "Desperta tu... e levanta-te" (Efésios 5:14). Não te esqueças de que as portas dos céus só se abrem àqueles que respondem ao toque da alvorada. O que estás esperando? Responde a esta convocação juntamente com toda a tua

família.

 

 

Livro: Como preservar a família em tempos de crise – Autor: Orlando Boyer.

Novo tema: Adaptado pelo o autor do Blog!

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