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quinta-feira, 7 de junho de 2018

Liderança: Talento sem caráter






Alguém que tem talento, mas possui falta em caráter, pode ser instável e duvidoso. Alguns possuem habilidade, mas não “disponibilidade”. Eles são talentosos, mas não podem contribuir com os seus dons de forma consistente. Nada é mais frustrante para pessoas envolvidas em um empreendimento conjunto – como uma empresa, um time de futebol profissional, uma equipe de filmagem, uma organização cívica ou um grupo de estudo acadêmico – do que lidar com alguém extremamente talentoso, porém inconfiável. Além disso, não poderão prever se esse indivíduo estará presente nas horas designadas para cumprir suas responsabilidades. Se ele não aparecer, seu empreendimento estará em jogo.

Talento sem caráter é como uma estrela cadente. Ela brilha por um momento, mas logo se vai. Às vezes, pessoas surgem no cenário público com um intelecto brilhante, uma personalidade reluzente e uma aparência deslumbrante. Aparentam ter todos os ingredientes certos para o sucesso. Mas, então, algum tempo depois – sejam duas semanas, um ano ou vários anos - , parecem sair de vista, e perguntamo-nos para onde foram. Descobrimos que esgotaram-se rapidamente devido a um problema de caráter que destruiu sua reputação e seu potencial.

Em contraste, caráter, é como o sol – ele brilha consistente e confiantemente. À noite, ilumina outra região do mundo, mesmo que não possamos ver. Em dias de céu nublado ou chuva, o sol ainda está brilhando em sua consistente posição no sistema solar. Pessoas de caráter possuem essas qualidades de consistência e confiabilidade. Consequentemente, tem um efeito positivo na vida daqueles que estão à sua volta.



Fonte: Livro “O poder do caráter na liderança”, autor: Myles Munroe – Editora: Central Gospel (páginas 105 e 106).

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Ocupados demais para orar





Bilheimer tem uma resposta para aqueles que se desculpam dizendo que são ocupados demais para orar:

Ocupados demais, mas não para ver televisão, acompanhar os esportes, caçar, pescar, nadar, velejar, compromissos com a lavoura ou negócios, passeios ao luar.

Estamos tão ocupados com os prazeres e cuidados desta vida, tentando manter-nos na moda, com novos carros, novas casas, novas facilidades, novas mobílias, etc, que não temos tempo para orar. Alguém descreveu o americano moderno como uma pessoa que dirige um carro financiado em banco, em uma rodovia financiada por títulos públicos, utilizando gasolina paga com cartão de crédito, que ele recebeu de uma loja de departamentos, de tal maneira que possa entupir a sua casa financiada através de empréstimos e poupanças com toda sorte de apetrechos e mobílias. Não poderia esta ser também a descrição de muitos cristãos professos modernamente? Não seria essa também uma razão pela qual os cristãos modernos têm tão pouco tempo para orar?

Se você pode comprar um carro novo, a casa nova, a nova mobília e os novos objetos e manter dois empregos e tudo o mais para a glória de Deus, tudo bem. Mas se não pudermos ter um tal padrão de vida, não teríamos, então, mais tempo para orar? Se não estivéssemos tão intoxicados com viagens, prazer e recreação, não teríamos nós também mais tempo para orar? Se não estivéssemos tão apaixonados por esportes e entretenimento, não teríamos, então mais tempo para orar? Temos mais tempo livre hoje do que em qualquer outra época – mas menos tempo para orar. Não estamos apenas tentando trapacear com Deus e com o mundo, mas estamos iludindo também a nós mesmos. Por causa da nossa falha em orar, estamos frustrando os altos propósitos de Deus em todas as épocas. Estamos furtando ao mundo o melhor plano que Deus tem para ele. E estamos limitando o nosso galardão na eternidade.

 

Fonte: Livro “A Aliança”, autor: James L. Garlow – Editora: Casa Nazarena de Publicações (páginas 118 e 119).

terça-feira, 15 de maio de 2018

John Wesley na cidade de Bristol






A pregação de Wesley, além de salvacionista, passa pelo viés social. A cidade de Bristol, na Inglaterra, era um porto marítimo e em rápida expansão. Por volta de 1739, a população operária estava confinada em casas úmidas, em ruas escuras e estreitas.

Os serviços assistenciais da cidade faliram. As antigas e elegantes igrejas fracassaram em suprir as necessidades espirituais da população. Começaram a ocorrer distúrbios em protesto contra as precárias condições de vida. A igreja Anglicana proibia qualquer pregação fora do templo da igreja. John Wesley resolveu pregar aos pobres em grande aflição, uma mensagem de libertação, restauração e liberdade em Cristo. Reuniu-os em uma elevação, perto da cidade, cerca de três mil pessoas. Wesley começou a lutar por preços justos, por salários com os quais fosse possível viver, por ambientes saudáveis de trabalho. Questionou os postulados econômicos da sua época. Foi contra as guerras, a produção e o consumo de bebidas alcoólicas, contra o trabalho infantil, mas também contra a escravidão de africanos.

Nas praças de Londres, Bristol e Newcastlhe, o evangelho era oferecido ao público em pregações ao ar livre, para vinte e até trinta mil pessoas. George Whitifield também pregava com grande eloquência.



Fonte: F.Franklin, Gigantes da Fé – Editora Vida ano 2006, pág. 234.

domingo, 29 de abril de 2018

A Bíblia, seu melhor aplicativo




Você se lembra de quando os telefones eram usados somente para fazer ligações? Com a chegada do smartphone, o que antes era usado para falar com alguém, agora se tornou em banco de dados. Ao adicionar os aplicativos ao seu celular, você pode ler notícias de esportes, jogar, planejar viagens, encontrar um apartamento ou qualquer coisa dentro dos mais de cem mil outros serviços disponíveis com um aplicativo.

É muito surpreendente, porém os aplicativos para telefones não se comparam aos apps oferecidos pelas Escrituras. As aplicações da Bíblia são lembretes de Deus para nos ensinar a aplicar a verdade da Sua Palavra em todas as áreas de nossa vida.

Considere Filipenses 2, por exemplo:

- aplicativo de unidade (2:2);

- aplicativo da humildade (2:3);

- aplicativo da não murmuração (2:14); e

- aplicativo para brilhar como luzes (2:15).

Veja também as instruções de Efésios 5, por exemplo:

- aplicativo para imitar Deus (5:1);

- aplicativo para andar em amor (5:2);

- aplicativo para ser puro (5:3); e

- aplicativo para o uso da língua (5:4).

Você não precisa esperar que alguém lhe ofereça isso na internet. Abra a sua Bíblia e veja as centenas de maneiras sobre como aplicar as Escrituras em sua vida. Você tem dúvidas sobre a vida cristã? Examine a Bíblia. As respostas estão lá, aguardando por serem descobertas.

 

Fonte: Pão Diário, edição último trimestre de 2017 – pág. 2.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Desgastes ministeriais de um pastor



 
Muitos pastores ao longo de sua caminhada com Cristo estão sendo alcançados pelos desgastes ministeriais. Será que tal fato é inerente à função pastoral? Existem fatores que, quando não observados, contribuem para essa triste realidade?

Estou lendo o livro “Pastores em Perigo”, autor: Jaime Kemp da editora Hagnos que retrata de forma bem prática e esclarecedora sobre os diversos perigos na vida pastoral. A leitura está me proporcionando um “mapa” com “bússola” sobre essa nobre missão delegada por Cristo. Dentre tantas preciosidades que o livro aborda, cinco problemas são mencionados (páginas 227 e 228) como causadores de cansaço e estafa tanto do pastor como também da esposa. São eles:


PROBLEMA 1: O ministério é difícil de ser controlado porque não se enquadra ao horário comercial;


PROBLEMA 2: Os pastores são muito vulneráveis à tentação de um relacionamento extraconjugal porque lidam com pessoas carentes, às vezes, não correspondidas em seu amor, e separadas, deprimidas, com problemas psicológicos;

 
PROBLEMA 3: As atividades pastorais, frequentemente, são indefinidas, ocasionando falta de limite e dificuldade em dizer NÃO!;


PROBLEMA 4: O rebanho observa atentamente o pastor e sua esposa. Cada membro constrói suas fantasias em relação ao casal e acha que tem resposta correta de como a família pastoral deve ser e proceder; e


PROBLEMA 5: Quando o pastor é mal remunerado pela igreja, muitas vezes, sua esposa é forçada a trabalhar. Não raramente, o próprio ministro busca um emprego que o ajude a completar o orçamento.

 

 

 


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Três coisas importantes sobre o neófito na fé








Não pode ser recém-convertido, para que não se ensoberbeça e caia na mesma condenação em que caiu o Diabo.” (1º Timóteo 3:6)


No capítulo 3 de sua carta o Apóstolo Paulo ensina ao jovem Timóteo uma série de observações a serem respeitadas e que o ajudarão em sua liderança. Dentro desses ensinamentos está o versículo seis falando sobre o neófito na fé. Neófito significa um novo convertido ou um recém-convertido.

A primeira coisa a se observar é que a nossa experiência cristã necessita de tempo na fé para se adquirir uma boa maturação cristã. Uma vez exercendo a liderança, o neófito, ainda não alcançou esse estágio, pois lhe falta experiência, conhecimento e força na fé;

A segunda coisa é a carência de obreiros na Casa de Oração. Tal deficiência tem feito muitos líderes deixarem de observar tal coisa. O que se vê então? Pessoas exercendo funções de forma completamente equivocadas. Afirmo dizer que é melhor não ter quem colocar do que colocar a pessoa errada na liderança; e

A terceira e última coisa é o perigo do orgulho que é um efeito prejudicial na vida de qualquer cristão. Lisonjas, elogios e tapinhas nas costas estão derrubando muitos cristãos, entre eles os neófitos na fé. No grego neófito – neophutos – significa recém-plantado. Tudo que é recém-plantado ainda não firmou raízes a ponto de suportar toda carga que uma liderança exige.