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sábado, 18 de março de 2017

Tua família trabalha para o Senhor Deus?







 

 

(Josué 24:15)

“Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.”

 

 

Certa feita o Brasil comprou dois gramas de rádio. Apesar de sua insignificante quantidade, este preciosíssimo metal veio acondicionado em 629 quilos de chumbo para não contaminar os que se encontrassem ao seu alcance. Calcula-se que esses dois gramas de rádio durem pelo menos duzentos anos! De um fragmento microscópico, colocado atrás duma chapa de metal fluorescente, irradiam-se ininterruptas faíscas. Mesmo submerso no frio intenso do hidrogênio liquefeito, não cessa de dispender luz e calor. A radioatividade é contínua.


Aquele que criou o rádio quer que todos os seus filhos também tenham vida em abundância, vida que emita luz e calor ininterruptos num mundo que está cheio de incredulidade. O Senhor Jesus assim vivia. Não se podia esconder do povo, nem quando entrava em casa querendo que o ignorasse (Marcos 7:24). Transbordava de virtude. Bastava aos doentes tocarem nas fímbrias de suas vestes para que fossem curado.


Semelhantemente, a vida de Jesus não é para aquele que se sente tentado a dizer: "Não posso achar tempo para o culto doméstico, nem para a oração ou para a leitura da Bíblia". Apesar de tantas ocupações, sempre há os que vencem para seguir o exemplo de Moisés, Daniel e outros homens que foram poderosos em oração. O que dizer do amado Salvador que, embora estivesse constantemente ocupado com as multidões, mantinha permanente contato com o Pai? A vida espiritual, que emite luz e calor ininterruptos, como na ilustração do rádio, também não é para os que, formalmente, se limitam a orar, ler a Bíblia, pagar os dízimos etc. Mas para os que fazem tudo isto com espírito de verdadeira adoração. Disse certa moça quando lhe pediram que explicasse o sentido da leitura devocional da Bíblia: "Recebi ontem uma carta de alguém a quem tenho entregado o meu coração, e devotado toda a minha vida. Confesso que li a carta cinco vezes, não porque não a entendesse à primeira leitura, nem porque pensasse em ganhar o favor do autor por meio da leitura repetida da sua epístola. Li-a porque estou devotada a quem me escreveu''. A leitura da Bíblia, feita com este motivo, é devocional; para quem a lê neste espírito é, em todos os sentidos, uma carta de amor. Essa moça tinha razão. E impossível alcançar o alvo de orar todas as manhãs, fazer o culto doméstico diário, dedicar o domingo a Deus e levar almas ao Salvador, sem a unção do Espírito Santo. A unção é como o óleo na máquina pesada e seca; é como a energia elétrica no fio ligado ao bonde. Segue-se, portanto, que devemos pedir o Espírito Santo antes de tudo (Lucas 11:12, Atos 8:15, Efésios 5:18, Lucas 24:49 e Atos 1:8).


Pode-se comparar a nossa radioatividade espiritual, não só ao metal acima citado (rádio), mas ao próprio receptor do mesmo nome. Ninguém se engana ao ouvir um programa de rádio, pensando que a música e os discursos vêm da sabedoria e aptidões do aparelho, pois todos sabem que vêm dos profissionais que, perante o microfone, dão vida aos nossos receptores. Da mesma forma, temos de esperar poder e eloquência própria do crente. Certo homem, que foi ouvir Hudson Taylor, conta como ficou desapontado quando o famoso, porém humilde missionário levantou-se para falar. Era de baixa estatura, aparência comum e falava com voz fina e alta. Mas o ouvinte desapontado, subitamente achou-se na presença de Deus. O missionário desprezível o levara para os "lugares celestiais". Mas, por que nem todos os crentes estão cheios de energia, transmitindo música e mensagens como o rádio? É porque, como o rádio não tem sempre o coração sintonizado com o posto emissor de Deus. As irradiações do coração de Deus são ininterruptas, mas o nosso coração, receptor, não as percebe. "Enchei-vos do Espírito" (Efésios 5:18), só pode significar preparar o coração para receber estas ondas espirituais do céu.


Quando o general Booth foi interrogado acerca de seu poder, respondeu: "Vou dizer-vos o segredo. Deus tem tudo o que há em mim. Há homens com mais mentalidade do que eu, homens com oportunidades maiores, porém, desde o dia que senti na alma a condição dos pobres de Londres, e foi-me revelado o que Jesus Cristo pode fazer-lhes, resolvi que Deus havia de possuir tudo o que há em mim. E se houvesse alguma coisa de poder no Exército de Salvação, é porque Deus recebia toda a adoração da minha alma, toda a força da minha vontade para com Ele, e toda a influência da minha vida".


Tudo é questão de nos entregarmos inteiramente ao Espírito Santo. Conta-se que Mendelssohn, certa vez, entrou na grande catedral de Friburgo, onde estava o maior órgão do continente. Então rogou ao velho zelador que o deixasse tocar o órgão. Não, o instrumento é de tanto valor que é proibido aos estranhos tocá-lo. - Mas, eu não o estragarei, e o senhor pode ficar ao meu lado, retrucou Mendelssohn. O velho, por fim, cedeu, e Mendelssohn subiu, sentou-se e começou a passar as mãos sobre as teclas. Do grande órgão saíram tão doces melodias e tão raras harmonias que o velho zelador ficou encantado e exclamou:

- Ora, quem é o senhor?!

- Meu nome é Mendelssohn.

- E eu não queria que Mendelssohn, o grande mestre de música, tocasse no órgão...! disse o

velho.


Quantas discórdias findariam, quantas desarmonias cessariam nas nossas vidas, e quantos ficariam encantados com o poder divino, se deixássemos as mãos do Espírito Santo tocar as

teclas de nossa vida!?



 

Livro: Como preservar a família em tempos de crise – Autor: Orlando Boyer.

Novo tema: Adaptado pelo o autor do Blog!

domingo, 26 de fevereiro de 2017

A Família e o Dízimo


 
 
 

 

"Um dá liberalmente, e se lhe acrescenta mais e mais;

outro poupa mais do que é justo,

mas se empobrece" (Provérbios 11:24).

 

Certo fazendeiro cavou um poço do qual retirou água durante muitos anos para dar de beber a seus animais. Mas, chegando à seca, faltou-lhe a água e foi necessário levar os rebanhos, com grande sacrifício, até o rio. Passando por ali um viajante, perguntou-lhe:

- Por que não experimenta aprofundar o poço?

- Não posso fazê-lo sem perfurar a pederneira.

Porém o viajante insistiu com o fazendeiro e disse-lhe que, apesar de ser a pedra tão dura, com dinamite poder-se-ia descobrir uma veio de água maior do que os que já vira. O fazendeiro animou-se a experimentar. Com a explosão, abriu-se um veio de água que borbulhava a flor da terra. Foi como uma mina de ouro na fazenda.

Muitos crentes estão a enfrentar a sequidão espiritual. Cavam até à pederneira. Têm certeza de que há um manancial de gozo e vida pronto a jorrar logo que o obstáculo for retirado. Mas, será que teremos a coragem que teve o fazendeiro de colocar a dinamite na pederneira e acender o rastilho?

Os que o têm experimentado podem testificar que não há coisa que nos leve a maior profundidade espiritual do que pagar o dízimo. Mas temos de fazê-lo fiel e liberalmente. Todos quantos abandonam esta experiência encontram a fonte da graça entupida. E, não são poucos os que esfriam na fé. A primeira menção do dízimo acha-se no capítulo 14 de Gênesis, onde se conta a história de como Abraão deu a décima parte dos despojos a Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo. Isso foi antes da lei mosaica. Mais de trezentos anos antes de Deus dar a lei a Israel no monte Sinai, Jacó fez este voto ao Senhor: "De tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo" (Gênesis 28:22).

Jacó fez esse voto quando se encontrava desamparado e sem dinheiro. Apesar de passar por grande perigo e muita incerteza, cumpriu-o. E o Senhor o abençoou, fazendo-o voltar em paz à casa do seu pai, com grandes possessões. Há exemplos inumeráveis de crentes sem recursos que, como Jacó, fizeram o mesmo voto ao Senhor. E, passadas as provas, mostraram ao mundo como Deus abençoa o seu povo quando este contribui para o crescimento de sua obra.

Todos conhecem a marca do creme dental Colgate. Guilherme Colgate, com dezesseis anos de idade, saiu da casa de seu pai porque faltava o pão para a família. Na estrada, encontrou-se com um velho conhecido que, de joelhos, orou com ele e disse: 'Alguém será, brevemente, o principal fabricante de sabão em Nova York. Espero que sejas tu. Sê um homem prudente; dá teu coração a Cristo; entrega-lhe de cada dólar que receberes a parte que lhe pertence; faz um sabão honesto; no peso dá uma libra inteira e sei que te tomaras próspero e rico". Entrou na grande cidade de Nova York levando consigo tudo que possuía embrulhado numa toalha. Foi com grandes dificuldades que Guilherme encontrou emprego. Com saudades de casa e lembrando-se das palavras da mãe e do velho conhecido que lhe aconselharam a buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça, uniu-se à Igreja de Cristo. Do primeiro dinheiro que recebeu deu a décima parte ao Senhor. Não muito tempo depois de achar esse emprego tornou-se sócio do patrão. Depois de alguns anos, o sócio morreu, e Guilherme Colgate ficou como único proprietário da fábrica. Imediatamente ordenou que o seu guarda-livros abrisse conta corrente para o Senhor, e que lançasse nessa conta, a décima parte de todos os lucros. Guilherme Colgate prosperava; seus negócios cresciam. Sua família foi abençoada. O sabão que fabricava tinha a maior aceitação e por isso enriqueceu como jamais pensara. Começou, então, a dar ao Senhor dois décimos, e prosperou ainda mais. Passou depois a dar três décimos, depois um quarto, e em seguida cinco décimos. Educou sua família, completou todos os planos da sua vida e depois deu todo o lucro ao Senhor.

É claro que a ação de pagar o dízimo não foi anulada com a lei de Moisés. No capítulo 7 de Hebreus, vê-se que o sacerdócio de Melquisedeque, o "Rei de Paz", ainda continua, e que Cristo prossegue a receber dízimos em nossa época (Hebreus 7:8). O dízimo pertence ao Senhor. O inquilino que paga o aluguel duma casa não está dando ao proprietário um presente. Está, apenas, pagando uma dívida, e quando pagamos o dízimo, não fazemos mais do que pagar a parte que o dono de todas as coisas reserva para si. "Todos os dízimos da terra, ou sejam da semente da terra, ou seja, das frutas das árvores, pertencem a Jeová: santos são a Jeová" (Levítico 27:30). Deus é o proprietário, nós os inquilinos e não devemos, portanto, falhar em pagar o "aluguel" que é a décima parte de nosso salário.

Lemos ainda no mesmo lugar: "Se alguém quiser remir uma parte dos seus dízimos, ajuntar-lhe-á uma quinta parte" (Levítico 27:31). Isto é: se lançarmos mão da parte que pertence a Deus, no dízimo, devemos devolvê-la à tesouraria do Senhor, acrescentando-lhe a quinta parte. O dízimo é para o sustento daqueles que trabalham no ministério da Palavra. Em Números 18:24, lemos que os dízimos eram para o sustento dos levitas. Como estes não tinham herança como as outras tribos, era-lhes facultado receber o sustento dos seus irmãos. Este é o tipo dos que são chamados hoje por Deus, e santificados pelo Espírito Santo, a pregar o Evangelho. Vendo-se eles sem recursos e sem emprego, o Senhor Deus ordena acerca deles: "Os que proclamam o Evangelho, que vivam do Evangelho" (1ª Coríntios 9:14). Os que não pagam o dízimo estão roubando a Deus. Depois de Ele perguntar através do profeta: "Acaso roubará o homem a Deus?" acrescenta: "Contudo vós me roubais... nos dízimos e nas ofertas" (Malaquias 3:8). Não há governo que não exija a punição dos que sonegam os impostos. Mas será menor crime roubar a Deus do que ao próximo? Na vinda do Senhor, aqueles que não observam a mordomia cristã ficarão envergonhados ao constatarem que, com os seus dízimos e ofertas, poder-se-ia ganhar outros milhões de almas para Cristo. O não pagamento dos dízimos acarreta terríveis consequências para o Reino de Deus. Há muitos ministros passando necessidades; o progresso de não poucas igrejas acha-se comprometido. A exortação do profeta continua a ser: "Trazei o dízimo todo à casa do tesouro para que haja mantimento na minha casa" (Malaquias 3:10-12).

Não se podem empregar os dízimos para sustentar obras de caridade, ou enviá-lo para um determinado obreiro em particular. O que paga o dízimo não está dando de seu próprio dinheiro, mas do que pertence ao Senhor, por isto ordena a Palavra de Deus: "Trazei o dízimo todo à casa do Senhor" (Malaquias 3:10). O Senhor quer que o dízimo todo seja entregue na sua casa. Compare Deuteronômio 12.11. Como acontece em todos os mandamentos, a ordenança acerca dos dízimos faz-se acompanhar de promessas: "Trazei o dízimo todo à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se não vos abrir eu as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção até que não haja mais lugar para a recolherdes. Por amor de vós reprovarei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; nem a vossa vide perderá no campo o seu fruto antes de tempo, diz o Senhor dos Exércitos. Todas as nações vos chamarão ditosos; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz Jeová dos Exércitos" (Malaquias 3:10-12). O que rouba a Deus nos dízimos torna-se pobre material e espiritualmente. Como o Senhor poderá abençoar ao que o defrauda? Os pregadores de maior fé já provaram que o melhor conselho a dar àqueles que não pagam suas dívidas é que comecem a pagar ao Senhor o décimo do pouco que recebem. Deus não pode falhar na sua promessa: "Um dá liberalmente, e se lhe acrescenta mais e mais; outro poupa mais do que é justo, mas se empobrece" (Provérbios 11:24).

O filho de Deus que começa apagar o dízimo fica surpreso, pelo menos com cinco coisas:


1) Como tem tanto dinheiro para a obra do Senhor!
2) Como os nove décimos, com a bênção de Deus, compram mais que os dez sem esta
bênção!
3) Como a vida espiritual torna-se mais abundante!
4) Como é fácil depois de pagar o dízimo ter com o que contribuir ainda mais com a Obra
de Deus!
5) Como é concedida sabedoria ao administrador fiel para gerir os nove décimos que ficam
em suas mãos!

Como é triste morar em boa casa, quando se sabe que a casa de Deus está em ruínas! E como é lastimoso semear muito sem nada ceifar; comer sem se fartar, beber sem se saciar, vestir-se sem ficar quente e receber salário só para pô-lo em saco furado. E tudo isto tem aplicação tanto material como espiritualmente.

Os magos do oriente seguiram o pequeno clarão da estrela, por muitos dias. Quando, por fim, contemplaram a Luz verdadeira, movidos de profunda gratidão, abriram seus cofres e ofertaram o melhor que tinham. O que deram não era o dízimo, mas ofertas mais que liberais, provando que reconheciam as beneficências que recebiam de Deus. Podemos nós aceitar a vida eterna das mãos feridas de Cristo sem lhe ofertar mais que os poucos centavos de troco que se encontram no bolso, depois de gastarmos quase tudo para nós mesmos?

 
Um homem de grandes recursos voltava do cais depois de presenciar a saída de um navio.

Lá, encontrou-se com um conhecido que lhe disse:

- Pareces-me muito alegre.

- Sim, estou alegre. Naquele navio tenho uma elevadíssima soma em material e aparelhos

necessários para levantar um hospital para os pobres na China.

Como é glorioso! Sinto-me muito feliz em saber de tão grande contribuição. Tenho, também, uma oferta no navio. A minha única filha está a bordo; viaja para a China, onde dedicará sua vida como missionária.

O rico, comovido, olhou para seu amigo e exclamou: "Meu irmão, acho que não estou dando

nada em comparação com o teu sacrifício!".

Além de investirmos na educação e no futuro de nossos filhos, precisamos levá-los a se dedicarem completamente ao Reino de Deus. Caso contrário, jamais serão bem sucedidos; não pode haver sucesso, onde o Reino de Deus e a sua justiça não são colocados em primeiro lugar. Por que para alguns crentes torna-se tão difícil vencer a carne e contribuir à obra de Deus?

Tomemos, pois, o exemplo das igrejas da Macedônia: "Eles não só fizeram como esperávamos, mas deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor" (2ª Coríntios 8:5).

 
Certa vez um valente soldado, que perdera a perna em defesa da pátria, foi apresentado a um grande auditório. O herói foi recebido com grandes aplausos. Quando se fez silêncio, declarou:

"Não, isto é um erro! Eu não perdi perna, nem coisa alguma, na guerra. Entregamos tudo o que tínhamos à pátria; o que nos restou é lucro".

Que pensas tu, soldado cristão?

 

 

Livro: Como preservar a família em tempos de crise – Autor: Orlando Boyer.

Novo tema: Adaptado pelo o autor do Blog!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Impostos para a igreja


 
 

Tenho visto se espalhar pelo o WhatsApp uma notícia dizendo que a igreja no Brasil terá que pagar impostos para o Governo. Se for verdade discordo, haja vista ser a igreja fundada sem fins lucrativos. O texto que consta no WhatsApp é que se isso ocorrer a igreja perderá força no evangelismo.
Pergunto: Que evangelismo a igreja no Brasil tem feito, se poucas sabem o que é isso? A cada dia que passa mais pessoas ficam acomodadas dentro dos templos por comodismo ou a procura de milagres. Não venha com essa conversa fiada que é por causa de evangelismo... isso não!
Outra pergunta: Será que a igreja, contextualizada, não está tomando uma forma de valorizar tanto as finanças? Sendo assim, o “sem fins lucrativos” deixa de existir. É de perceber entre nós o quantas muitas igrejas se empenham em entrar pela a Teologia da prosperidade e com isso acabam mercantilizando o Evangelho.
Se o imposto vai vir não sei, mas em época de escassez de recursos, o Governo realmente pode estar de olho nas igrejas. Que venha aquilo que Deus quer para a sua igreja!
 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Valores essenciais da Igreja do Nazareno


 
 
 
(Síntese)

 

Somos um povo Cristão

Unidos a todos verdadeiros crentes na proclamação de Jesus Cristo como o Senhor. Cremos que Deus nos ama tanto que deu seu filho único, Jesus, para ser nosso Salvador. Cremos que devido à morte de sacrifício de Jesus, todas as pessoas podem receber perdão de seus pecados e serem restauradas para que tenham um relacionamento correto com Deus. Uma vez que nos reconciliamos com Deus, cremos que também temos de nos reconciliar uns com os outros. Devemos amar-nos uns aos outros tal como fomos amados por Deus e perdoarmo-nos uns aos outros tal como fomos perdoados por Deus. Aceitamos a Bíblia Sagrada como fonte de verdade espiritual. Pertencemos à tradição de Santidade-Wesleyana e declaramos as históricas, convicções e credo da fé Cristã.

Somos um povo da Santidade

Chamados pelas Escrituras e movidos pela graça a adorar a Deus e a amá-Lo de todo o nosso coração, espírito, mente, e energias, assim como a amar o nosso próximo como a nós mesmos. Cremos que em resposta a nossa fé o Espírito Santo começa a transformar-nos e a fortificar-nos dia após dia para sermos um povo de amor e disciplina espiritual, de pureza moral e ética, de compaixão e justiça. É a obra do Espírito Santo que nos restaura a imagem de Deus e produz em nós o carácter de Cristo. Na vida dos crentes, a Santidade é, na verdade, melhor compreendida como a semelhança com Cristo.

Somos um povo com uma missão

Para fazer discípulos semelhantes a Cristo… indo a todas as partes do mundo. A nossa missão começa desde que nos reunimos para adorar juntos e estende-se pelo mundo fora. A nossa missão é receber novos crentes no grupo de seguidores e criar novas congregações para adoração.

A nossa missão é partilhar o amor de Deus para com os perdidos e Sua compaixão para com os pobres e os desamparados dando ajuda na satisfação das reais necessidades das pessoas que sofrem. Estamos comprometidos a chamar as pessoas para a fé, a velarmos pelos que passam necessidades e a incluir na nossa lista de seguidores todos aqueles que clamarem pelo nome do Senhor.

Estamos comprometidos a ensinar e treinar homens e mulheres para que sejam equipados como líderes Cristãos, para cumprirmos com o serviço que Deus nos manda fazer.

 

Fonte: Neville Bartle (© Global Nazarene Publications): ISBN – 978-0-7977-1180-8.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O soldado de Cristo na família


 
 
 
 
 
(2º Coríntios 10:4) “As armas da nossa milícia não são carnais, mas

poderosas em Deus...”.

 

 

Escreveu certo homem durante a Guerra Civil Americana: "Passei alguns dias na Casa Branca como hóspede do presidente Lincoln. Uma noite, logo após a batalha de Buli Run, encontrei-me perturbado e sem poder dormir. De madrugada, ouvi uma voz baixa no quarto onde o presidente dormia. A porta estava destrancada e entrei. Não posso esquecer o que vi. Era o Sr. Lincoln de joelhos, e diante dele uma Bíblia aberta, na pouca luz daquele recinto. Jamais poderei esquecer-me do tom da sua voz compassiva e triste, enquanto suplicava:

 

“O Deus, tu que ouviste Salomão na noite quando orou e clamou pedindo-te sabedoria, escuta-me! Não posso guiar este povo. Não posso dirigir esta nação sem teu auxílio. Sou pobre, fraco e pecaminoso. O Deus, tu ouviste a Salomão quando clamou pedindo-te sabedoria; ouve-me e salva esta nação”.

 

Os que desejam obter o mesmo sucesso de Lincoln, um dos maiores estadistas de todos os tempos, não devem ignorar o segredo que lhe proporcionou tanta influência sobre a nação norte-americana. Como é palpitante ouvir o toque matinal do clarim, convocando os soldados a prestar continência ao lema de nossa bandeira: "Ordem e Progresso"! Poderia ser menos comovente ouvir tocar a alvorada de Deus, conclamando o seu exército a servir à bandeira ensanguentada de seu Filho, a bandeira que não conhece derrota? Lembremo-nos de que, como discípulos de Cristo, somos também soldados. Escreveu Paulo: "As armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus".

Para Timóteo, seu amado filho na fé, deixou esta exortação: "Sofre comigo como bom soldado de Cristo Jesus" (2ª Timóteo 2:3). Cumprida a sua missão, o grande apóstolo podia declarar com toda a ousadia: "Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda" (2ª Timóteo 4:7-8). O apóstolo foi em todas as coisas vitorioso, porque sempre respondera, com prontidão, ao toque da alvorada; ao som do clarim, apresentava-se devidamente vestido com toda a armadura de Deus, sempre desejoso de ouvir e obedecer às ordens de seu Oficial: Cristo Jesus.

A Bíblia ensina que o soldado cristão, antes de entrar na batalha, tem de apresentar-se ao Capitão do Exército de Jeová, revestido de "toda a armadura de Deus". Se não agir com prontidão e presteza, há de ser surpreendido pelo adversário de nossas almas que ruge ao nosso derredor, procurando a quem possa tragar.

"Os que de madrugada me buscam me acharão" (Provérbios 8:17). Isaías obedecia à alvorada de Deus: "Desperta-me de manhã em manhã, desperta-me o ouvido para que eu ouça como os que são instruídos" (Isaías 50:4). É claro que o jovem Davi buscava a face de Deus antes de enfrentar as difíceis provações. E, foi com grande coragem que saiu a encontrar Golias, num dia em que todos os homens valentes de Israel estremeciam diante do gigante filisteu. Como Davi já havia orado antes de sair de casa, achava-se pronto a obter o sei primeiro grande triunfo em nome de Jeová.

Sabemos que Davi guardava a vigília matutina, porque ele mesmo o disse: "Ouvirás de manhã aminha voz, Jeová; de manhã te apresentarei a minha oração, e ficarei de vigia" (Salmos 5:3). Era tão desejoso de comparecer perante o Senhor que não esperava que alvorada o despertasse; era ele quem acordava a aurora: “Desperte saltério e harpa; eu farei acordar a aurora" (Salmos 108.2). Daqueles que se levantam para buscar a face de Deus, a Bíblia faz menção de Abraão (Gênesis 19:27), Jacó (Gênesis 28:18), Moisés (Êxodo 34:4), (Josué 3:1), Gideão (Juízes 7:1), Samuel (1º Samuel 15:12) e outros. As mulheres foram cedo ao sepulcro; os apóstolos, soltos da prisão, entravam ao amanhecer no templo e ensinavam (Atos 5:21).

O que dizer do amado Salvador que passava as madrugadas a orar? (Marcos 1:35). Não desprezemos seu exemplo. Ele tinha um lugar para onde se retirava para falar com o Pai. Somos inclinados a pensar que o Filho de Deus não necessitava de um lugar secreto para buscar e desfrutar da presença divina. Mas havia, sim, um lugar oculto, debaixo duma oliveira, ou atrás duma grande pedra ou ainda nalgum horto, onde comungava com aquele que enviara a cumprir tão difícil e dolorosa missão.

Depois de ter passado vários anos na China, como missionário Hudson Taylor chegou a sua casa pela manhã, bem cedo, e entre com grande emoção no quarto onde a sua filhinha ainda dormia. Não querendo acordá-la, encostou-se ao berço e passou contemplá-la com um olhar ansioso e terno, esperando que ela despertasse. Depois de algum tempo, a menina comece a mover-se, e, por fim, abriu os olhos. Como aqueles olhos fixaram no olhar terno e carinhoso de seu pai! Sim, o Pai Celeste fica ao lado de nossa cama, todas as manhãs, esperando ternamente que abramos os olhos contemplemos o seu rosto, para transmitir-nos a luz de seu olhar de amor. Com tal visão, quão grande força receberemos para o dia que tantos desafios nos reserva! Antes de contemplarmos o rosto de nosso próximo, contemplemos a face de quem está sempre próximo de nós: Deus. Nas madrugadas, ouçamos a sua voz, antes de ouvirmos o burburinho do mundo. Leiamos a sua Palavra, antes de nos desgastarmos com as cartas, jornais e livros.

Diz-se que o segredo do poder de Wesley, no grande avivamento do século XVIII, estava em passar duas horas, ou mais, em oração todos os dias. Começava a falar com o Pai às quatro horas da manhã. Um amigo íntimo do grande evangelista inglês deixou o seguinte depoimento: "Ele achava que a oração era o seu principal ofício no ministério cristão. Tenho o visto sair do quarto de oração com uma tranquilidade tão visível no rosto que quase brilhava".

Conheci diversas famílias nos Estados de Alagoas, Pernambuco e Ceará, em que o primeiro a acordar de madrugada, despertava os outros com um hino, e todos se ajoelhavam, cada um ao lado da sua rede, para um tempo de íntima comunhão com Deus. Por que muitos filhos de crentes não frequentam a igreja? Talvez porque seus pais não aprenderam ainda a preciosa lição da alvorada do crente. Como esperamos ver a salvação de nossos filhos se não aproveitamos as primeiras horas do dia para, juntamente com eles, buscarmos a presença do Pai Celeste? Haverá soldado que não responda ao toque da alvorada?! Qual será o castigo daquele que se recusa apresentar-se uniformizado, pronto a responder a cada ordem? Como pode o exército defender a pátria se os soldados não atendem a convocação?

A alvorada do Senhor continua a soar: "Desperta tu... e levanta-te" (Efésios 5:14). Não te esqueças de que as portas dos céus só se abrem àqueles que respondem ao toque da alvorada. O que estás esperando? Responde a esta convocação juntamente com toda a tua

família.

 

 

Livro: Como preservar a família em tempos de crise – Autor: Orlando Boyer.

Novo tema: Adaptado pelo o autor do Blog!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

A Salvação na família


 

 
 
 
(Hebreus 11:7) “Pela fé Noé, divinamente avisado a respeito das coisas”.

que ainda não se viam, sendo temente a Deus, construiu

uma arca para o salvamento da sua casa.”.


Certa vez irrompeu pavoroso incêndio numa escola, deixando cerca de setenta crianças presas pelas chamas. A multidão, que se ajuntara no lugar do sinistro, corria angustiada e confusa; uns para cá, outros para lá. Não podendo alcançar seus filhos, por causa do intenso calor, as mães clamavam por eles como loucas. Homens fortes, diante daquele quadro, só podiam lamentar: "O, que posso fazer par salvar meu filhinho?”.

Ouviram-se, então, apesar do alvoroço, os gritos de um menino que, vendo o pai, perguntou: "Papai, não pode salvar-me?! Não vens acudir-me?!" Mais alto que o alarido agonizante das outras crianças, persistiam os gritos: "Papa não podes salvar-me? Não vens acudir-me?!" Apesar de esforços sobre-humanos, o pai nada pôde fazer pelo filho. Poucos dias depois, aquele pobre homem também morreria, com os rogos do menino a ecoar-lhe nos ouvidos: "Papai, não podes salvar-me?! Não vens acudir-me?!" Por acaso, não ouvimos também os gritos de nossos filhos que se veem ameaçados neste mundo de horror? E o pior é que, não somente os seus corpos, mas principalmente as suas almas, acham-se na iminência de se perderem ... por toda a eternidade!

Quantos pais e mães já persistiram em oração até ver todos os seus filhos salvos, baseando suas súplicas nesta promessa infalível: "Se dois de vós sobre a terra concordarem em pedir alguma coisa, ser-lhes-á feita por meu Pai que está nos céus"? Se formos verdadeiramente crentes, podemos orar com confiança inabalável, firmando-nos nas muitas promessas que encontramos através de toda a Bíblia.

A primeira promessa a considerar foi feita a Noé. Deus não chamou somente ao patriarca, mas também a toda a sua casa a entrar na arca; e, assim, foi salva toda a sua família. A arca serve-nos como tipo de Cristo, o único que nos salva do dilúvio de pecado que nos quer destruir. Foi pela fé conforme Hebreus 11:7 que Noé cooperou com Deus, e conseguiu o indizível gozo de ver todos os seus entes queridos seguros consigo na arca, enquanto lá fora desciam as torrentes de água, provocando a maior destruição jamais vista pelos homens. Se tivermos a mesma fé, haveremos de ver cada um dos membros de nossas famílias refugiarem-se em Jesus e, assim, salvar-se do horrendo dilúvio de incredulidade, pecado, vício e crime que destrói o mundo atual.

Na vida de Abraão, Deus cumpre mais uma vez a sua vontade acerca da família. Disse o Senhor ao patriarca: "Porque o tenho escolhido, a fim de que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, que guardem o caminho de Jeová" (Gênesis 18:19). Aqui, o Senhor enfatiza por que chamou a Abraão; chamou-o para que ele conhecesse sua responsabilidade para com seus filhos e sua casa. E o número daqueles que estavam a serviço do patriarca elevou-se até trezentas e dezoito almas (Gênesis 14:14). Quantos de nós poderiam ser escolhidos por haverem ordenado a sua casa conforme recomenda-nos o Senhor?

Por não seguirem o exemplo de Abraão, alguns dominam seus filhos com tanta dureza e tirania, que jamais conseguirão levá-los ao Deus de amor. Outros, como Eli (1º Samuel 3:13), são indiferentes à obrigação de governar sua casa, por isto estão na iminência de perderem os filhos. Vejamos como agia o neto de Abraão: "Então disse Jacó à sua família... purificai-vos e mudai os vossos vestidos, levantemo-nos e subamos a Betel (casa de Deus). Ali faremos um altar ao Deus..." (Gênesis 35:2-3). Temos nisto um bom exemplo de culto doméstico e consagração de toda a família a Deus. Ao instituir a páscoa, o Senhor ordenou aos filhos de Israel: "Tomarão... um cordeiro para cada família" (Êxodo 12:3). A páscoa é um dos tipos mais claros da salvação mediante o sangue de Cristo. E, cada família deveria imolar anualmente um cordeiro que já prefigurava o Cordeiro de Deus que haveria de tirar o pecado do mundo. Isto não quer dizer que todos os membros de nossa família serão salvos sem arrependimento e sem fé em Deus, mas que Ele se interessa em salvar toda a nossa casa. Faraó não consentia que os "pequeninos" de Israel saíssem do Egito com os pais (Êxodo 10:9-11). A escravatura e a amarga opressão do Egito são tipos da escravidão do pecado; Faraó tipifica Satanás, o qual não deseja que nossos filhos saiam do mundo conosco, pois sabe que voltaremos para ele se os nossos "pequeninos" ficarem em seu território. O Senhor Deus, todavia, exigiu que as famílias hebreias inteiras deixassem os domínios de Faraó. Nisto, há outra prova evidente de que Deus quer salvar toda a nossa casa.

A história de Raabe, a meretriz, prova que um pecador verdadeiramente arrependido pode levar toda a família a receber a Jesus. No capítulo dois de Josué, vê-se como ela tinha uma fé viva em Deus (Hebreus 11:31), não só para alcançar sua salvação, mas também para rogar pelo pai, mãe e irmãos (Josué 2:13). Quando os muros de Jerico caíram por terra, permaneceu em pé o trecho onde se encontrava a casa de Raabe. Apesar de "tudo quanto havia na cidade, homens e mulheres, moços e velhos, bois, ovelhas e jumentos", ser totalmente destruído (Josué 6:21), ela com seu pai, mãe e irmãos e todos os seus parentes foram salvos (Josué 6:23). Se Deus ouviu a oração daquela meretriz, certamente agirá do mesmo modo em relação a nós, resgatando nossas famílias desta Jericó que, em breve, há de ser destruída.

Josué é outro dos muitos exemplos de homens dedicados a Deus, que souberam ordenar toda a sua casa. Perante as tribos de Israel, reunidas em Siquém, conclamou o povo a seguir seu exemplo: "Eu e a minha casa, porém, serviremos ao Senhor". Seus filhos sabiam que sua religião era verdadeira, e que, enquanto Josué vivesse, teriam de servir fielmente a Deus.

Trabalhando na lavoura, certo homem, crente e fervoroso no espírito, lutava com dificuldades para conseguir levar o pão à sua família. No entanto, o Senhor começou a abençoá-lo com grande prosperidade material. Foi então que a esposa e os filhos insistiram com ele para que se mudasse para a cidade. Para agradá-los, resolveu deixar o campo. Já agora desfrutando de uma vida cômoda e sem preocupações, a mulher e os filhos buscaram desfrutar das vaidades mundanas. O pai, sozinho e triste, era obrigado agora a assistir aos cultos sem a família. Mas, percebendo que esta situação não poderia persistir, convocou a esposa e os filhos para lembrar-lhes de como serviam fielmente a Deus quando se encontravam na pobreza; e, de quando precisavam lutar com dificuldades para ganharem o pão de cada dia. Em seguida, advertiu-os solenemente: "Se vocês não abandonarem esta vida mundana e a companhia dos inimigos de Deus, devolverei todas as riquezas que Ele nos confiou, e voltaremos a lavrar o solo. E, viveremos no temor do Senhor." Ele ordenou a sua casa e foi bem sucedido. Todos obedeceram imediatamente. Como seria bom se todos os pais experimentassem fazer o mesmo, isto é, se ordenassem a sua casa a caminhar nos retos caminhos do Senhor.

Não é só no Antigo Testamento que encontramos exemplos de pais que souberam ordenar as suas casas. Jesus chamou o lar eterno de a casa de meu Pai (João 14). Desta casa, o Pai dispensa-nos o seu amor, supre todas as nossas necessidades e ordena a sua Igreja. Por isto, Ele quer que o lar do crente, na terra, seja em tudo parecido com o lar eterno.

Cornélio, depois de mandar chamar a Pedro, foi aos amigos e convidou-os para ouvir o conselho de Deus, mas não se esqueceu dos da sua casa. Estes, como andavam ordenadamente, assistiram à exposição do Evangelho, foram salvos e, em seguida, cheios do Espírito Santo. Se há regozijo nos céus por um pecador que se arrepende, quanto mais por uma casa inteira que se salva?!

Lídia, a rica vendedora de púrpura, é outro exemplo de crente que não se dá por satisfeito enquanto não vê toda a família aos pés de Cristo. A história do carcereiro de Filipos é um dos relatos que mais evidenciam o interesse de Deus em salvar toda a família. Depois daquele terremoto que abalou os alicerces da prisão, e já antevendo a sua desgraça, perguntou o carcereiro: "Que me é necessário fazer para me salvar?" Sabemos que a resposta que lhe deu Paulo é uma promessa tanto a ele, quanto a nós: "Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa". Quando o pecador crê na primeira

parte da promessa, é salvo; e quando crê na segunda, pode levar toda a família a receber a mesma salvação. Os pais, hoje, querem lançar esta obrigação sobre o professor da Escola Dominical, ou sobre o pastor. "Naquele dia", porém, saberão enfaticamente que esta obrigação era sua. Deus nos revela a sua vontade nestas palavras: "Que saiba governar bem a sua casa, tendo seus filhos em sujeição com todo o respeito" (1ª Timóteo 3:4).

Todos ficam comovidos com a história do amor de Jesus Cristo e a fé no Todo-poderoso que operavam com tanto resultado em Hudson Taylor, durante os longos anos de seu serviço como missionário na China. São poucos, porém, os que sabem do segredo desta sua dedicação a Deus. Diz-se de Tiago Taylor, bisavô de Hudson, que na manhã do dia de seu casamento, enquanto sua noiva o esperava, ficou de joelhos, hora após hora, tomado pelas palavras de Josué: "Eu e minha casa havemos de servir a Jeová". E Deus honrou a firme resolução de Tiago Taylor, e deu-lhe um lar que, por fim, produziu um missionário dos que mais honraram a Igreja de Cristo. Os pais que conhecem a história deste outro grande missionário, João Paton, podem desfrutar de muitas bênçãos, e transmitir aos seus filhos o que ele disse acerca do quarto de oração na casa de seu pai: "Víamos nosso pai retirar-se para lá, diariamente, após cada refeição. Fechada a porta, sabíamos que lá estava ele derramando sua alma em orações a Deus, por nós, como o sumo sacerdote da antiguidade dentro do véu do Santo dos santos. O mundo fora não sabia, mas nós sabíamos a causa do gozo e brilho do seu rosto ao reaparecer; era o reflexo da presença divina". Se Deus colocasse um diamante em tuas mãos, ordenando-te que gravasses nele uma frase para ser lida no último dia, como índice de tuas ideias e sentimentos, com que cuidado escolherias as palavras! E justamente isto que Deus fez quando colocou cada um dos teus filhos, puros e imaculados, nas tuas mãos. O que estás escrevendo nestas joias, pela oração, por teu espírito e exemplo, hora após hora, dia após dia, ano após ano, é para ser lido e exibido no grande dia.

Se queres ver a família inteira salva, observa esta recomendação: "Vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos' reprovando-os e castigando-os enquanto encolerizados, "mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor" (Efésios 6:4).

Nossos filhos viverão de toda a palavra que sai da boca de Deus. E, como sacerdotes do lar, devemos transmitir-lhes os ensinos contidos no Santo Livro.

 

 

Livro: Como preservar a família em tempos de crise – Autor: Orlando Boyer.