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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Como a Bíblia chegou até os dias de hoje?


 

Os registros da história do povo hebreu e de seu relacionamento com Deus foi escrito por escribas, sacerdotes, profetas, reis e poetas. Foram mantidos e guardados sendo possível realizar cópias e mais cópias. Esse procedimento era adotado devido à tamanha importância que o povo hebreu dava a sua cultura e a sua relação com Deus passando de geração para geração. Os primeiros registros foram feitos em papiro passando depois para pergaminhos, pois eram materiais mais fortes em sua resistência. A atuação dos copistas que se reuniam para copiar os textos sagrados junto com os escribas permitiu dar continuidade ao processo da formação da Bíblia. Vale ressaltar que sem a ação do Espírito Santo nada disso seria possível, pois não se encontra erros grosseiros nestes textos. Se o encontrassem, a revelação de Deus seria desacreditada.

Quando a arqueologia provou que a escrita já era conhecida em 1500 antes de Cristo as argumentações dos muitos céticos que afirmavam que Moisés não poderia ter escrito a primeira parte da Bíblia foi desmentida. Os sumérios, egípcios e babilônicos já escreviam em torno de 4000 antes de Cristo. No início a base da escrita era bem arcaica, pois as representações eram diretas do sentido das palavras por sinais gráficos. O alfabeto criado pelos os fenícios foi substituído por uma adaptação para o hebraico para escrever o Velho Testamento. Após o cativeiro babilônico o hebraico começou a ficar em desuso e surgiu a prevalência do aramaico ficando em evidência até o tempo de Jesus. É importante dizer que o Velho Testamento não foi copiado na íntegra neste idioma permanecendo em hebraico sendo acrescidos poucos trechos em aramaico.

Os massoretas trouxeram as vogais (sinais vocálicos) o que permitiu a língua hebraica não perder a sua pronúncia e também preservar os textos até hoje. Em longos pergaminhos de pele de cabra foram escritos os Livros do Velho Testamento. Os escribas tinham o cuidado de copiá-los separadamente, embora o Pentateuco fosse copiado em dois grandes pergaminhos.

No Novo Testamento os primeiros manuscritos que chegaram a nós foi algumas cartas do Apóstolo Paulo destinado a pequenos grupos de pessoas de diversos povoado por onde ele passou pregando a Palavra de Deus. Após as primeiras formações de comunidades cristãs por Paulo iniciaram-se as cópias de suas cartas e divulgadas amplamente, pois se tratava de um valor inestimável. De forma semelhante os manuscritos foram distribuídos com intenção de ensinar os novos convertidos e culminando na formação dos Evangelhos. A primeira vez em que o Velho e Novo Testamento foi apresentado num único volume chamado Bíblia, possivelmente, foi na época em que o Cristianismo foi decretado a única religião do Império Romano de Eusébio de Cesaréia (263-340 d.C.). Um grande passo foi dado na preservação das Escrituras Sagradas quando foi mostrado a Teodósio que os escritos estavam deteriorados e 50 cópias foram pedidas por Eusébio de Cesaréia.

Devido ao fato de que judeus que viviam no Egito não compreendiam mais a língua hebraica, o Velho Testamento foi traduzido para o grego aproximadamente entre 200 a 300 anos antes de Cristo. A esta tradução denominamos de Septuaginta (ou Tradução dos Setenta feitas por 70 sábios). Nessa tradução foram incluídos sete livros chamados apócrifos ou deuterocanônicos por não serem considerados canônicos e estão presentes em algumas bíblias. Ela foi utilizada em sinagogas no Mediterrâneo sendo um grande instrumento utilizado pelos os primeiros discípulos de Jesus na divulgação dos ensinamentos de Deus.

Dentre as traduções que começaram a ser realizada para outros idiomas, a tradução para o latim foi a mais importante de todas as línguas e em 382 depois de Cisto foi nomeado o bispo de Roma o exegeta Jerônimo para fazer a tradução “oficial” das Escrituras devido ao fato de existir outras traduções insatisfatórias. A tradução de Jerônimo ficou conhecida como “Vulgata”, ou seja, escrita em língua de pessoas comuns (“vulgos”) e foi escrita em latim. Neste formato houve expansão para regiões do Mediterrâneo, norte da Europa, ilhas Britânicas, Irlanda, Escócia e Inglaterra. Notório saber que em 1228 um professor parisiense chamado Estêvão Langton tornou-se Arcebispo de Canterbury foi ele que dividiu a Vulgata em capítulos. Posteriormente em 1551 um editor chamado Estefânio publicou um texto dividido em versículos. O que deu base para a divisão que conhecemos hoje.
 
Com a criação da impressa na Alemanha no século XV quando Johann Gutenberg criou uma máquina que utilizava tipos metálicos móveis pata imprimir textos em papéis, abriu-se as fronteiras para expansão da Bíblia. O primeiro exemplar foi a Bíblia em Latim (Vulgata) e posteriormente foram feitas em outras línguas. Atualmente temos a Bíblia em mais de 2.000 idiomas e um mérito deve ser dado as Sociedades Bíblicas Unidas espalhadas pelo o mundo que fazem um trabalho excepcional na tradução e impressão. No Brasil temos o notável trabalho desenvolvido pela a Sociedade Bíblica do Brasil.

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