Quando pensamos no apóstolo Paulo, é comum
imaginarmos um gigante espiritual caminhando quase que sozinho pelas estradas
do Império Romano. Porém, Colossenses 4 nos revela um
retrato muito mais fiel — e profundamente inspirador: Paulo nunca
serviu sozinho.
Por trás das cartas, das viagens missionárias e das
igrejas plantadas, existia uma rede de colaboradores, homens
transformados pela graça que caminharam ao lado dele em lágrimas, prisões,
vitórias, recomeços e orações.
Tíquico, Onésimo, Aristarco, Marcos, Justo,
Epafras, Lucas, Demas… Cada nome citado por Paulo não é um detalhe final da
carta, mas a demonstração de que o
ministério apostólico era essencialmente colaborativo, comunitário e
interdependente.
Em um tempo em que muitos líderes sofrem com
sobrecarga, solidão, competição e isolamento ministerial, Colossenses 4
ressurge como um chamado urgente: o
modelo apostólico é um modelo de equipe, e ninguém cumpre a vocação de Deus
sozinho.
Neste artigo, exploramos a força espiritual dessa equipe, os diferentes perfis que sustentaram Paulo e o significado disso para a Igreja hoje e no futuro - ninguém cumpre sua vocação sozinho.
Um Corpo de Dons Diferentes Trabalhando Pelo Mesmo Evangelho
A lista de nomes mencionados por Paulo não é
aleatória.
Cada pessoa representa uma função essencial.
Tíquico — o mensageiro fiel (Cl
4:7-8)
Responsável por levar a carta, animar a igreja,
consolar os irmãos.
Um exemplo de fidelidade e serviço discreto.
Onésimo — o transformado pela
graça (Cl 4:9)
Antes escravo fugitivo, agora “irmão amado e fiel”.
Sua presença na equipe revela o poder restaurador do evangelho.
Aristarco — o companheiro de
lutas (Cl 4:10)
Acompanha Paulo até em prisões e tempestades.
É a figura da lealdade sacrificial.
Marcos — o restaurado para o
ministério (Cl 4:10)
Antes desacreditado por Paulo, agora útil e
valioso.
Mostra que a cooperação inclui recomeços.
Jesus, chamado Justo — o discreto
(Cl 4:11)
Não sabemos quase nada sobre ele — e isso já diz
muito.
No Reino, há servos fiéis invisíveis para os homens, mas preciosos para
Deus.
Epafras — o intercessor
incansável (Cl 4:12-13)
Paulo diz que ele “luta em oração” pelos irmãos.
É o retrato do guerreiro invisível, que sustenta o ministério de
joelhos.
Lucas — o intelectual médico do
Reino (Cl 4:14)
Culto, educado, escritor, historiador… e ainda
assim humilde servidor.
Mostra que Deus usa inteligência para edificar a Igreja.
Demas — o alerta para todos nós
(Cl 4:14)
Aqui continua com Paulo, mas mais tarde se afasta
(2 Tm 4:10).
Um lembrete de que ninguém está imune ao esfriamento espiritual. Cada
um, com sua história, seus dons e seus limites, compõe um mosaico perfeito: o
ministério não é obra de um, mas de muitos.
Parte: 1/3
Fonte: https://ebdbelem.com.br/paulo-e-seus-colaboradores-o-modelo-apostolico-de-um-ministerio-colaborativo
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